Scolari: “Portugal é favorito a conquistar o Europeu!”

Foi o seleccionador que teve o condão de unir o país a uma equipa de futebol. Adorou o sol de Cascais e não consegue esquecer, até aos dias de hoje, a (maldita) final com a Grécia. Agora, à distância, adverte para o poderio de França, Alemanha e Inglaterra, mas torce pela equipa do amigo Fernando Santos.



No Brasil, às portas de se iniciar o Campeonato da Europa onde Portugal defende o título conquistado em França em 2016, Scolari acedeu a confessar ao NOVO memórias da sua passagem pela selecção de Portugal e a projectar aquilo que espera da competição. Tem favoritos ao título, neles inclui Portugal, mas também uma formação que muito promete, mas depois é o que se sabe: Inglaterra.

Fica nostálgico quando se inicia um Campeonato da Europa? Nesta altura assaltam-lhe a memória recordações de dois Europeus em que liderou Portugal?

Mais do que as saudades desses tempos tão bonitos e importantes para mim como cidadão e para a minha carreira enquanto profissional de futebol, não esquecerei nunca o que vivi em Portugal. Eu e a família fomos muito felizes em Portugal. Por isso, porque já não vou a Lisboa há muito tempo, tenho programado viajar dentro de dois meses e depois ficar por aí o tempo necessário para ver amigos e voltar a sentir o sol em Cascais. Quando me fala de saudades daquelas competições, mas também do Mundial-2006, é evidente que a saudade bate forte, mas não posso deixar de lhe dizer que desde essa altura até ao presente tenho visto com grande satisfação o crescimento da selecção, assim como a sua afirmação no plano internacional, especialmente depois da vitória em 2016 e da conquista da Liga das Nações, sem esquecer que a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) está hoje bem melhor organizada do que no passado. A evolução tem sido indiscutível em todos os sentidos.

Quando faz essa análise sente que deu um grande contributo?

Acredito que tenha tido uma pequena quota de participação, por força dos cinco anos em que estive à frente da selecção, mas também reconheço que a partir daí a evolução e crescimento da equipa a cada ano que passa é evidente. Mas há uma coisa que me deixa muito feliz: quando cheguei a Portugal havia uma certa frieza das pessoas com a equipa; hoje, felizmente, o ambiente em torno da equipa é fantástico. Só por isso, valeu a pena!

Leia o artigo na íntegra na edição impressa do NOVO nas bancas a 11 de Junho de 2021.

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