Pedro Pichardo: “O meu pai é um bocado maluco a colocar pressão sobre mim”

Atleta português conquistou a medalha de ouro no triplo salto, nos Jogos Olímpicos de Tóquio. “Este ouro tem um significado muito grande, pois é a única forma que tenho de agradecer ao país que me apoiou desde o primeiro dia”, confessou.



Pedro Pablo Pichardo conquistou a medalha de ouro no triplo salto com um voo de 17,98 metros, nos Jogos Olímpicos de Tóquio e, no final da prova, mostrou-se naturalmente satisfeito, mas admitiu que o seu pai esperava uma marca melhor.

“Este ouro tem um significado muito grande, pois é a única forma que tenho de agradecer ao país que me apoiou desde o primeiro dia. Agradecer com medalhas e bons resultados. O meu pai é um bocado maluco a colocar pressão sobre mim. Não vai estar feliz com a marca. Ele estava à espera que eu fizesse pelo menos os 18 metros. Tenho a certeza de que, quanto a ser campeão olímpico, está contente, mas com a marca não estará feliz. É um bocado maluco. Exige muito”, começou por sublinhar o atleta, confessando, porém, que não é uma pessoa muito emotiva.

“Sou campeão olímpico, mas amanhã acordo e é um dia normal. Já estou a pensar em Setembro ganhar a Liga Diamante. Não paro aqui, estou sempre a pensar em competir”, acrescentou.

Esta é quarta medalha para Portugal em Tóquio, recorde-se, depois das medalhas de bronze de Jorge Fonseca, no judo, e de Fernando Pimenta, na canoagem, e da medalha de prata de Patrícia Mamona, no triplo salto.

Esta é ainda a melhor participação de sempre de Portugal nos Jogos Olímpicos. Pedro Pichardo tornou-se também o quinto campeão olímpico português da história e o primeiro em 13 anos, depois dos triunfos de Carlos Lopes, em 1984, e Rosa Mota, em 1988, nos 10 mil metros, de Fernanda Ribeiro, em 1996, e de Nelson Évora, no triplo salto, em 2008.

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