Olá Miguel Oliveira, adeus Rossi

Um ano e duas provas depois, à terceira o público senta-se nas bancadas. Grande Prémio de Portugal de MotoGP, penúltima corrida do mundial de motociclismo, tem um aliciante no cimento e dois em pista. A despedida do italiano e a possibilidade de ver ao vivo o Falcão, que venceu em 2020 a prova, liderou desde o início e fez a volta mais rápida.



O Autódromo Internacional do Algarve (AIA) recebe a partir deste sábado o Grande Prémio de Portugal, 17.ª e penúltima prova do Campeonato do Mundo de Motociclismo de Velocidade.

Devido à desistência do GP Melbourne, na Austrália, a “montanha-russa” algarvia foi o local eleito para acolher, pela segunda vez esta temporada, o circo das motas.

Fabio Quartararo, Yamaha, entra na pista de Portimão na qualidade de novo campeão mundial, sucedendo ao espanhol Joan Mir. Aos 22 anos, o primeiro piloto francês a conquistar o título da categoria-rainha das duas rodas regressa ao mesmo palco onde alcançou a vitória em Abril, então na 3.ª etapa do mundial, e que lhe permitiu ascender à liderança. Foi a segunda de cinco vitórias até à data alcançadas pelo “Diablo”, piloto que teve a espinhosa missão de substituir a lenda Valentino Rossi como principal piloto de fábrica da equipa japonesa.

A primeira corrida após o título poderia ser um dos motivos de interesse da prova portuguesa. Mas esta reveste-se de outros fundamentos bem mais nobres. Para os amantes do motociclismo, em geral, e para os fãs portugueses, em particular.

São duas as razões. A saber: no espaço de um ano é a primeira prova, a terceira na contabilidade, a ter público nas bancadas. E é, por esse facto, a primeira oportunidade de ver ao vivo Miguel Oliveira a correr “em casa”. Recorde-se que o “Falcão” de Almada, na presente temporada, a 18 de Abril, na qualidade de piloto da Red Bull KTM, terminou em 16.º, cinco meses depois do épico triunfo (Red Bull KTM Tech3), a 20 de Novembro de 2020. Com cimento das bancadas à mostra, na memória de quem o acompanhou à distância está o “Grand Chelem”, termo mais usado na Fórmula 1 e que cataloga quem soma à liderança durante toda a corrida a pole position e a volta mais rápida do circuito.

E esse mesmo público que se deslocará a Portimão (espera-se uma lotação a rondar os 60 mil) será brindado com a despedida de Valentino Rossi. O italiano já havia anunciado o adeus a um percurso de 26 anos no mundial de velocidade, período no qual somou nove títulos mundiais em quatro categorias diferentes (125 cc, 250 cc, 500 cc e MotoGP), sete deles na prova-rainha. Será pois a derradeira oportunidade para ver “O Doutor” em pista.

Público e a despedida de Rossi “serão dois grandes acontecimentos”, sublinhou Miguel Oliveira numas curtas palavras proferidas na passada quarta-feira, no arranque da caravana de fãs motociclistas que acompanhou MO88 do Cristo Rei, em Almada, até à zona ribeirinha de Portimão, um acontecimento classificado anteriormente como “único” por Paulo Pinheiro, CEO do Autódromo Internacional do Algarve, no anúncio da prova no final do mês de Agosto. “Faltava esse ingrediente especial que tanto os pilotos como toda a organização gostam de ter, que é o calor dos fãs”, referiu na mesma ocasião Miguel Oliveira.

O “Falcão” de Almada chega ao Grande Prémio do Algarve de MotoGP na 10.ª posição do campeonato (92 pontos), com a possibilidade de superar a melhor classificação de sempre no mundial, o nono posto de 2020, depois de ter sido 17.º no ano de estreia, em 2019.

Quando estão em disputa 50 pontos e faltam duas provas para o final, o piloto da KTM está a 14 pontos do nono classificado, ocupado pelo espanhol Maverick Viñales (Aprilia) e a 21 do espanhol Aleix Espargaró (Aprilia), oitavo classificado. Marc Márquez (Honda), 6.º, com 142 pontos, não se apresentará em Portimão devido a lesão.

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