O ressurgimento do eldorado da MLS

Outrora visto como um campeonato para onde estrelas veteranas rumavam para jogarem os últimos anos da carreira, a Major League Soccer está a atrair futebolistas que estão no seu auge e talentos promissores. O ano de 2022 está a ser dominado por contratações sonantes, com Gareth Bale no topo da lista.



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A Major League Soccer (MLS) já foi encarada como um campeonato para o qual vedetas em final de carreira iam para disputarem os seus últimos jogos e reforçarem as suas contas bancárias. David Beckham é porventura o caso mais mediático, tendo acrescentado mais uma estrela a Hollywood durante a sua passagem pelo Los Angeles Galaxy. Outros nomes bem conhecidos dos adeptos seguiram um percurso semelhante, como Thierry Henry ou Kaká. Actualmente, a MLS continua a ser um destino apetecível para futebolistas em final de carreira, mas o paradigma mudou e o campeonato de futebol norte-americano já não é só um eldorado para quem tem mais de 30 anos. Também o é para quem está no auge e para jovens promissores que vêem na MLS um campeonato para evoluírem e melhorarem as suas qualidades.

Se a chegada de Gareth Bale é a mais relevante, em termos mediáticos, em 2022 - trata-se de uma das maiores estrelas do futebol mundial da última década -, juntamente com as contratações de Lorenzo Insigne e de Giorgio Chiellini, são os ingressos de Federico Bernardeschi e de Riqui Puig que estão a dar que falar. O internacional italiano vem de épocas mais apagadas na Juventus mas, aos 28 anos, ainda está num ponto alto da sua capacidade futebolística. Já Puig, um dos talentos mais promissores que saíram de La Masia, a renomada academia do Barcelona, escolheu prosseguir a carreira no LA Galaxy aos 22 anos. Ambos tinham outros clubes interessados para continuarem a jogar nos principais campeonatos europeus, mas optaram por fazer as malas e seguir para a MLS.

As escolhas destas estrelas e talentos emergentes do futebol são um reconhecimento da evolução competitiva que a MLS registou nos últimos anos e para a qual tem contribuído o desenvolvimento da formação no futebol norte-americano - algo que pode ser atestado pelas promessas americanas e canadianas que têm chegado ao Velho Continente em anos recentes.

João Pedro é um dos jogadores portugueses que têm no seu currículo uma passagem pela MLS. Chegou ao campeonato no início de 2017 para representar o LA Galaxy, precisamente na altura em que os responsáveis da liga estavam a tentar mudar a ideia que se tinha da MLS. “Foi uma experiência fantástica para mim”, afirma em declarações ao NOVO.

“Lembro-me, na altura, quando tive o convite para ir para a MLS, de que eles me ligaram e disseram que queriam mudar o paradigma, a visão que as pessoas tinham da MLS. Queriam começar a contratar jogadores mais jovens e promissores. Na altura, eu tinha 24 anos e fui um deles. Mas já se começam a ver muitos jogadores sul-americanos a ir para lá também, ainda jovens. Nós, antigamente, íamos buscar um Hulk, um James, um Falcao à América do Sul. Agora, o mercado norte-americano é um dos que competem directamente com o português. E a nível de estrutura e financeiramente, se calhar, oferece outras possibilidades que aqui não temos”, refere o médio.

Leia o artigo na íntegra na edição do NOVO que está este sábado, dia 13 de Agosto, nas bancas.

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