“Não estou a lutar só por mim”. Lukaku quer posições mais fortes contra racismo e abuso online

Avançado do Chelsea diz que colocar um joelho no relvado não é suficiente e sugere uma reunião entre Governo, federação de futebol, empresas de redes sociais e os capitães das equipas da Premier League.



É preciso mais do que um joelho no relvado para combater o racismo e o abuso online, defendeu Romelu Lukaku, em declarações à CNN. Para tal, o jogador, que regressou ao Chelsea recentemente, considera que é necessário adoptar “posições mais fortes”.

O futebolista sugere uma reunião entre Governo, federação de futebol, empresas de redes sociais, nomeadamente Facebook e Twitter, e os capitães das equipas da Premier League de forma a definir uma estratégia para colocar fim ao abuso.

“Penso em todos nós juntos e em ter um encontro grande, uma conferência, falar sobre coisas que precisam de ser abordadas para proteger os jogadores, mas também para proteger os fãs e os jogadores jovens que querem ser futebolistas profissionais”, disse.

Nos últimos meses, as redes sociais implementaram novas medidas, como a opção de limitar quem pode responder a publicações, mas estrelas do desporto - homens e mulheres - continuam a deparar-se com comentários racistas, sexistas e homofóbicos.

Lukaku já sentiu na pele esses comentários ofensivos. Em 2019, durante um Cagliari-Inter foi alvo de insultos racistas, nomeadamente sons de macaco. “Tenho de lutar, porque não estou a lutar só por mim. Estou a lutar pelo meu filho, pelos meus futuros filhos, pelo meu irmão, por todos os outros jogadores e os seus filhos, por toda a gente”, afirmou.

Colocar um joelho no relvado, gesto que se tornou comum sobretudo após o caso de George Floyd, já não é suficiente. “Ajoelhamo-nos, as pessoas aplaudem, mas, no final de contas, às vezes depois do jogo ouves outro insulto”.

Lukaku não é o único a pensar desta forma. Esta semana, o jogador Marcos Alonso anunciou que ia deixar se colocar o joelho no relvado antes dos jogos. “Está a perder força”, justificou o espanhol, acrescentando que prefere apontar o dedo para o símbolo da camisola que diz ‘não ao racismo’.

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