Melo Gouveia recorda 2015 com olhos postos em 2022

Golfista procura no Open de Portugal at Royal Óbidos a terceira vitória
da temporada no Challenge Tour. Recorda 2015, o melhor ano de sempre, temporada em que terminou em primeiro e lhe permitiu a entrada no European Tour, 1.ª divisão do golfe europeu. Uma porta de acesso à elite que se abre de novo.



Com duas vitórias nos 16 torneios disputados este ano no Challenge Tour, Itália e Dinamarca, o actual n.º 2 do ranking da “Corrida para Maiorca”, Ricardo Melo Gouveia, caminha a passos largos para o regresso ao European Tour quando estão ainda por disputar cinco torneios até ao fim da temporada (incluindo a Grande Final de Maiorca, Espanha).

Detentor virtual do cartão de membro da 1.ª divisão europeia em 2022, Melo Gouveia procura na 59.ª edição do Open de Portugal at Royal Óbidos, a decorrer até este domingo, torneio de 200 mil euros de prémios, o terceiro triunfo de 2021 e o sexto da carreira profissional.

Os dois primeiros êxitos alcançados na 2.ª divisão do golfe europeu, em 2015, abriram ao golfista da Quinta do Lago, pela primeira vez, as portas da elite europeia. Viria a permanecer nesse circuito de 2016 a 2019.

“Dois mil e quinze foi a minha melhor época, mais consistente em resultados, e vai ser difícil batê-la”, confidencia ao NOVO Melo Gouveia, 31 anos, profissional desde 2014.

Às duas vitórias em torneios adicionou outros feitos nesse ano. “Ganhei o ranking por margem grande [terminou em 1.º na Grande Final de Omã, único português a consegui-lo], bati o recorde de pontos.” Conquistou mais de 250 mil euros em prémios (soma 415 mil em toda a carreira), terminou “cinco vezes no top-3” e outras tantas no top-10 e só falhou “uma vez o cut”, relembrou “Melinho”, 83.º posto da hierarquia mundial nessa época.

“Este ano estou a um nível tão bom como em 2015”, assume. “Mas não é uma obsessão terminar em n.º 1 do ranking”, assegurou o atleta olímpico (Rio 2016), já com os olhos postos na principal competição do Velho Continente. “Dou mais importância à 3.ª vitória no Challenge Tour”, admite.

Ricardo Melo Gouveia já pisou por 55 vezes os greens do calendário do Challenge Tour. Considera “importante” concentrar-se naquilo que lhe permite “controlar o processo”. “Os resultados aparecem com boa preparação e sinto-me com capacidades para ganhar mais uma vez”, assegura.

Para o regresso ao European Tour em muito contribuiu... a pandemia. “Estou sediado em Londres e passei o confinamento no Algarve. Em 2020 e 2021 tive a sorte de utilizar um terreno relvado que o meu pai tem para desenvolver o meu treino físico e mental enquanto os campos estavam fechados”, recorda. “Estive com 90% da minha equipa técnica; treinador, Gonçalo Pinto, fisioterapeuta, e o treinador mental, Tiago Boto.”

No campo de Ballesteros

Quinze portugueses receberam cartão para o Open de Portugal em Óbidos, a segunda maior participação nacional de sempre no torneio da Federação Portuguesa de Golfe - uma prova que os portugueses ainda não conseguiram vencer. Filipe Lima tem o melhor registo: 2.º classificado em 2018 no Morgado Golf Resort.

Os nomes de Pedro Figueiredo, membro do European Tour, em semana de paragem de competição da 1.ª divisão (devido à Ryders Cup), Stephen Ferreira, Tomás Bessa, Vítor Lopes (7.º no ano passado, a melhor classificação de sempre em torneios do European Tour) e Tomás Melo Gouveia, irmão de Ricardo, 3.º na Ordem de Mérito do Pro Golf Tour, uma das terceiras divisões europeias, e cuja promoção ao Challenge Tour em 2022 está praticamente carimbada, constam da lista dos inscritos.

Os 18 buracos desenhados por Seve Ballesteros serão ainda abençoados por 13 campeões de torneios do Challenge Tour e cinco top-10 da “Corrida para Maiorca” de 2021, três antigos campeões do Open de Portugal - entre os quais Grégory Bourdy, oito títulos do European Tour, e Michael Hoey, cinco vitórias no circuito e detentor do recorde de dois dos três títulos portugueses do European Tour - e Matteo Manassero, quatro triunfos no European Tour e o mais jovem (2010) a vencer um torneio da principal divisão europeia de golfe.

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