Liga dos Campeões. Sporting começou à lei da “bomba” mas cumpriu-se a lei de Murphy

“Qualquer coisa que possa correr mal irá correr mal no pior momento possível”, diz a lei de Murphy. Tudo começou com uma “bomba” de Trincão aos 50 segundos mas, a partir do minuto 13, os erros de Adán anularam qualquer capacidade de reacção.



“O que nasce torto, tarde ou nunca se endireita.” A primeira derrota do Sporting, esta época, na Liga dos Campeões, no Stade Vélodrome, teve um pouco de tudo: um atraso do autocarro dos leões, uma “bomba” de Francisco Trincão antes do primeiro minuto do jogo e erros de Adán que ditaram o avolumar do resultado ao longo da partida.

O Marselha recebia o Sporting absolutamente pressionado pelas duas derrotas nas primeiras jornadas desta fase de grupos. Um mau resultado frente aos portugueses praticamente sentenciava o destino da única equipa campeã europeia deste grupo, formação que ocupa o segundo lugar da Ligue 1, sem derrotas e a apenas dois pontos do colosso Paris Saint-Germain.

Por outro lado, um triunfo do Sporting colocava os portugueses com um pé na fase seguinte da Liga dos Campeões. E o primeiro minuto confirmou o bom momento dos leões na Liga dos Campeões: excelente jogada pelo flanco direito, com Francisco Trincão a serpentear por vários adversários com a bola colada ao pé esquerdo e a desferir um grande remate para o primeiro golo.

Motivada pelo golo, a equipa verde-e-branca esteve muito perto de deixar o cenário ainda mais difícil para o Marselha com uma jogada que envolveu Ugarte, Trincão, Edwards e, por fim, Pedro Gonçalves quase batia Pau López.

Já se sabe que quem não marca sofre, e não foi diferente no mítico Vélodrome. Cumprindo-se a lei de Murphy (que diz que qualquer coisa que possa correr mal irá correr mal no pior momento possível), o minuto 13 marcou o destino do jogo. Adán recebe a bola e tenta colocar na frente, mas a bola é interceptada por Alexis Sánchez, que empatou a partida.

Foi muito cedo no jogo, mas a verdade é que o Sporting nunca mais se encontrou. A reviravolta deu-se quatro minutos depois, com o guarda-redes espanhol a ficar novamente mal na fotografia e Harit a aproveitar o desacerto defensivo.

Poucos minutos volvidos e Adán teve a última oportunidade de deitar tudo a perder para a turma de Alvalade: carregou um adversário fora da área e foi expulso, dando lugar a Franco Israel, que acabou por se mostrar incapaz de impedir o 3-1 por intermédio de Balerdi.

Para a segunda parte, e com o jogo praticamente decidido, Rúben Amorim esgotou as alterações e fez descansar alguns jogadores para o próximo embate frente ao Santa Clara. Tempo ainda para o quarto golo dos franceses com Mbemba (antigo central do FC Porto) a mostrar que ainda tem a veia goleadora que mostrou no Dragão.

O Sporting perdeu, assim, a invencibilidade na Liga dos Campeões e o Marselha reabriu as contas do grupo D. Na próxima semana, os leões têm mais uma oportunidade para se aproximar da próxima fase da Champions.

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