Liga dos Campeões. Benfica de trabalho trava galáctico PSG (1-1)

Grande jogo na Luz, com ineficácia encarnada na parte inicial e domínio quase total dos gauleses na segunda etapa. Messi e Danilo Pereira, na própria baliza, fizeram os golos da partida.



Benfica e Paris Saint-Germain empataram na noite desta quarta-feira a um golo em jogo da 3.ª jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões.

Os encarnados começaram muito bem e Gonçalo Ramos e David Neres tiveram o golo nos pés, mas o guardião Donnarumma mostrou porque é um dos melhores do mundo na sua posição. Esses dois lances assustaram os galácticos franceses que, com o passar do tempo, apoderaram-se do domínio da partida.

Para além de talentosos, os parisienses também tiveram a sua dose de fortuna. Na primeira investida à baliza de Vlachodimos, aos 22’, o PSG marcou após uma exímia triangulação entre Mbappé, Neymar e Messi com o argentino a concluir com um remate espectacular, com a bola a descrever uma trajectória sempre a fugir do grego.

O Benfica sentiu o golo, verdade que não o merecia quando surgiu, e demorou a reequilibrar-se. Aos 37’ António Silva teve um remate na zona de penálti, mas a bola foi direitinha a Donnarumma, e aos 41’ um centro de Enzo Fernández, da esquerda, deu golo após a bola raspar no corpo de Danilo Pereira que seguia a movimentação de Gonçalo Ramos.

Na segunda parte o Paris Saint-Germain fez de tudo para desfazer a igualdade e Vlachodimos foi enorme ao travar remates de golo de Neymar, Mbappé e Hakimi, este em duas ocasiões. Para além destas intervenções o grego resolveu um mau atraso de Otamendi e viu Neymar acertar na barra.

Nos segundos 45 minutos, o Benfica teve duas possibilidades, mas contra a corrente. A primeira num remate com o... ombro de Otamendi e a segunda num sprint venenoso de Rafa que Donnarumma susteve.

Pelo que se passou em campo pode dizer-se que o Benfica alcançou um bom resultado. O Paris Saint-Germain é um conjunto de grandes individualidades e já forma um colectivo forte no qual sobressai o português Vitinha, autêntico dono do jogo. O antigo futebolista do FC Porto forma a meio-campo uma dupla impressionante com o italiano Verratti.

Ao Benfica o melhor elogio que se pode fazer é que foi uma equipa de muito trabalho e totalmente consciente do seu papel (e das suas limitações) perante um adversário com intérpretes de primeira água. Sem perder a personalidade, o líder da Liga portuguesa mostrou que estava em campo para sofrer, caso fosse preciso (e foi), mas também para disputar os três pontos. Foi o que fez.

Com o resultado da Luz, o PSG e o Benfica seguem na liderança do grupo com sete pontos, a Juventus, que bateu o Maccabi Haifa, surge logo atrás com três pontos. Os israelitas ainda não pontuaram.

Na próxima semana o Benfica desloca-se ao Parque dos Príncipes.

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