Leão segura pontas, dragão domina e águia até... melhora

Com a segunda volta da I Liga de 2021/22 prestes a arrancar, o campeão Sporting luta para se manter ao mesmo nível da época passada, mas já foi superado por um FC Porto imparável. Já o Benfica está uns furos acima da temporada transacta e, mesmo assim, Jorge Jesus não se aguentou no comando técnico.



Rúben Amorim e Sérgio Conceição estão de pedra e cal, respectivamente, no Sporting e no FC Porto. O campeão nacional e o actual líder da I Liga levaram os clubes a uma primeira volta praticamente exemplar. O Benfica esteve uns furos abaixo, mas até melhorou em relação à época passada. Mesmo assim, Jorge Jesus não se aguentou no lugar, muito por culpa da saturação do balneário encarnado.

Além da mudança técnica das águias, há algumas diferenças entre a primeira volta de 2021/22 e a da época passada, que culminou com o Sporting campeão nacional após 19 anos. E é pelo defensor do título que começamos.

Sporting: Registo semelhante dá num furo abaixo

O treinador Rúben Amorim virou o reino do leão do avesso, e para melhor. Entrou na parte final da temporada 2019/20, mas já com 2020/21 em mente. A preparação correu de tal forma que o Sporting foi campeão nacional e terminou uma seca de títulos que durava há 19 anos. E tudo começou com a excelente primeira volta na I Liga da época passada. O Sporting dobrou o cabo das 17 jornadas invencível, com 14 triunfos somados e três empates concedidos. Os 45 pontos garantiram a liderança isolada e os nove golos sofridos mostravam uma solidez defensiva ímpar a nível nacional. Volvido um ano, o campeonato português tem um arranque da segunda metade com um leão já afirmado com o estatuto de campeão, mas a lutar para se manter à tona. Tanto que a derrota com o Santa Clara (2-3) permitiu ao rival FC Porto assumir a liderança isolada. De qualquer forma, os números são muito semelhantes aos do ano passado: com 14 vitórias, dois empates e uma derrota, os 44 pontos seriam suficientes para segurar o primeiro lugar em 2020/21...

FC Porto: Imbatível, imparável e impetuoso

O FC Porto de Sérgio Conceição terminou a primeira volta de 2021/22 na liderança isolada. Aproveitou a derrota (2-3) do Sporting nos Açores, frente ao Santa Clara, e cumpriu na visita ao Estoril (2-3) para agarrar o topo da classificação, tal como aconteceu na 23.ª jornada da I Liga 2019/20, que viria a conquistar. Para chegar ao cume do futebol nacional, os dragões realizaram uma primeira metade imaculada, sem derrotas consentidas, somando 14 triunfos e três empates que resultam em 47 pontos próximos da perfeição. Ao segundo lugar conquistado na época passada, a administração do FC Porto respondeu com a renovação de Sérgio Conceição e a aposta deu frutos. O técnico colocou a equipa a jogar um futebol que não tem conhecido rival, mesmo contra os inimigos eternos. Na recepção ao Benfica, a vitória foi clara (3-1), e, na visita ao Sporting, o empate manteve as aspirações intactas. Os dragões entram, assim, na segunda volta com sede de títulos e na melhor posição para terminar no estatuto que todos desejam.

Benfica: Subir na estatística e descer no ambiente

O Benfica é o caso perfeito para demonstrar que os treinadores podem viver de resultados mas, acima de tudo, sobrevivem de expectativas. Ora, o regresso de Jorge Jesus à Luz foi acompanhado de uma enorme euforia e as metas traçadas foram altas. A primeira época de Jorge Jesus, 2020/21, esteve longe do esperado, mas o técnico aguentou-se no cargo. Na presente temporada saiu ainda antes do início da segunda volta (Nélson Veríssimo, ex-treinador da equipa B, vai ficar como interino até ao fim da época), após uma primeira metade... francamente melhor. Somou mais seis pontos que nas 17 jornadas iniciais da I Liga transacta, marcou mais 19 golos e sofreu menos um. O resultado foi uma ligeira melhoria na pontuação, de quarto para terceiro lugar. O problema está à frente. Os dois eternos rivais, FC Porto e Sporting, continuam uns furos acima e isso deixa qualquer benfiquista descontente. Além disso, Jesus também perdeu o balneário, como o NOVO noticiou em tempo oportuno, pelo que pouco havia para o segurar.

Leia mais sobre a análise à primeira volta da I Liga na edição em papel do NOVO que está nas bancas esta sexta-feira, dia 14 de Janeiro.

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