Jorge Jesus revela o que se passou com Pizzi

Conversa informal do treinador com jornalista brasileiro, pródiga em revelações, foi publicada no UOL Esporte. Pizzi, Luís Filipe Vieira, Vítor Pereira e Abel foram nomes abordados.



Jorge Jesus teve uma conversa informal com o jornalista brasileiro Renato Maurício Prado, publicada no UOL Esporte. Durante a conversa, Jorge Jesus revelou, por exemplo, o desentendimento com Pizzi que levou à sua saída.

“Houve a indisciplina do Pizzi, que disse um monte de disparates a um dos meus adjuntos, num jogo em que eu estava suspenso, e aí tudo desandou. Mas quando saí, o Benfica estava a três pontos da liderança do campeonato e estava apurado para os oitavos-de-final da Champions. Hoje, está a 15 pontos da liderança. O problema era só eu?”, pergunta o técnico que cometeu uma dupla imprecisão, pois o Benfica neste momento está a 14 pontos do FC Porto e não a 15 e quando Jesus deixou a Luz estava a quatro de FC Porto e Sporting e não a três como referiu o técnico.

Jesus explicou ainda que quando Luís Filipe Vieira foi rendido por Rui Costa na presidência que era uma questão de tempo até deixar o cargo de treinador: “Houve muita pressão política no clube. Quando o presidente, que me levou de volta, foi deposto, eu sabia que mais cedo ou mais tarde iriam tirar-me também. Houve um jogo, da Liga dos Campeões, que vencemos o Dínamo de Kiev por 2-0 e fomos vaiados no Estádio da Luz! Isso acontecido, garantindo a classificação num grupo em que o Barcelona foi eliminado! Já não havia mais ambiente.”

Com quatro compatriotas a treinar no Brasileirão - Abel Ferreira (Palmeiras), Paulo Sousa (Flamengo), Vítor Pereira (Corinthians) e Luís Castro (Botafogo) -, Jorge Jesus não teve pejo em escolher aquele que, na sua opinião, é o melhor. “O Vítor Pereira é o melhor. Basta ver os resultados dele em Portugal. Ele sabe como fazer uma equipa jogar ofensivamente e pressionar. Talvez tenha problemas com o plantel envelhecido que tem, mas é muito bom treinador. No início, apesar dos títulos, não gostava muito da maneira de Abel jogar. Quase sempre reactivo, mais preocupado em não sofrer golos do que em marcá-los. Mas tem evoluído. O Palmeiras hoje é uma equipa muito mais criativa, e passou a ser ofensiva. Joga o melhor futebol do Brasil”, concluiu.

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