De Rieu a Amorim na musicalidade do futebol!

Dois espectáculos únicos passaram por Lisboa nos últimos dias, dois maestros de grande qualidade.



Por estes dias, o famoso violinista e maestro André Rieu está em Portugal para uma série de concertos com a sua Johann Strauss Orchestra.

André Rieu é uma figura icónica do meio musical e caracteriza os seus espectáculos pelo bom humor, empatia com o público, pelas histórias que conta, e, obviamente, pela qualidade do alinhamento musical com que nos brinda.

Um outro consagrado aclamado por Rieu é Giacomo Puccini, que compôs algumas das mais fantásticas árias, entre elas “O Mio Babbino Caro”, que fala sobre uma menina que pretende casar muito nova e ameaça saltar da ponte sobre o rio Arno se a sua vontade não for cumprida, perante a negação do pai. Quando a menina canta, a sua voz transporta o pai para junto dos anjos e este acede a todos os seus pedidos. Outra ária incrivelmente bela e conhecida é “Nessun Dorma”, cuja tradução é “ninguém durma”, numa proclamação da princesa Turandot para que todos passem a noite procurando o príncipe desconhecido.

Rieu conta com tenores e sopranos de qualidade ímpar para interpretar estas obras musicais de excelência, envolvendo a musicalidade com a voz e o ambiente em momentos inesquecíveis de qualidade e beleza.

Esta sexta-feira, no Estádio da Luz, o maestro Rúben Amorim escreveu mais uma ária desportiva e pediu a Sarabia e Matheus Nunes para serem os seus tenores, acompanhados por uma orquestra com Neto, Pedro Gonçalves e Paulinho, inspirados e afinados, num espectáculo memorável de acerto e afinação garantidos, com paixão e empenho máximos.

Há espectáculos que não esquecemos e os que esta semana passaram por Lisboa ficam gravados na memória de quem os viu, de Rieu a Amorim na musicalidade do futebol!

*Ex-director técnico e adepto do Sporting

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