Buscas a Pinto da Costa e SAD do FC Porto relacionadas com comissões superiores a 20 milhões de euros

Ministério Público efectuou 33 buscas, que incluíram ainda o Banco Carregosa e os empresários Pedro Pinho e Alexandre Pinto da Costa, filho do presidente dos azuis-e-brancos.



O Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) está a investigar o pagamento de comissões superiores a 20 milhões de euros relacionadas com transferências de futebolistas do FC Porto, tendo efectuado, esta segunda-feira, 33 buscas em Lisboa e no Porto, nas quais “participaram 85 elementos da Inspecção Tributária e da PSP, bem como magistrados do Ministério Público”.

As diligências efectuadas, segundo o DCIAP, “visam investigar a suspeita de prática de crimes de fraude fiscal, burla, abuso de confiança e branqueamento, relacionados com transferências de jogadores de futebol e com circuitos financeiros que envolvem os intermediários nesses negócios”.

As buscas foram realizadas na SAD do FC Porto, uma instituição bancária, que a SIC Notícias revelou ser o Banco Carregosa, e em diversas residências. À Lusa, fonte ligada ao processo confirmou que o DCIAP e a Autoridade Tributária, apoiados por elementos da PSP, fizeram buscas em casa do presidente do FC Porto, Jorge Nuno Pinto da Costa, e nas instalações do clube. A Sábado, que divulgou a operação policial, revelou que as buscas envolviam também os empresários de futebol Pedro Pinho e Alexandre Pinto da Costa, filho do presidente do FC Porto.

Este inquérito, de acordo com o DCIAP, é um processo autónomo da Operação Cartão Vermelho que, em Julho, levou à detenção do então presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira.

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