Bill Russell, um gigante da NBA e da luta pelos direitos civis

O símbolo dos Celtics foi um dos jogadores mais dominadores da NBA nas décadas de 50 e 60.



Bill Russell morreu aos 88 anos no passado domingo. Era um gigante mesmo entre os gigantes da NBA. Conquistou 11 títulos de campeão e ajudou a forjar a famosa dinastia dos Boston Celtics dos anos 50 e 60.

Russell, que media 2,08 metros, foi a segunda escolha do draft de 1956. Red Auerbach, o treinador dos Celtics, considerava que as qualidades defensivas de Bill Russell eram o que faltava a uma equipa de Boston munida de talento ofensivo. O impacto de Russell foi imediato e os Celtics sagraram-se campeões na temporada de 1956/57. Entre 1959 e 1966 impulsionou os Celtics para a conquista de oito títulos consecutivos. Os últimos dois anéis de campeão foram conseguidos no papel de jogador-treinador. Russell quebrou uma barreira ao tornar-se o primeiro treinador negro num dos principais desportos profissionais dos Estados Unidos.

A sua carreira também ficou marcada pela rivalidade com Wilt Chamberlain, outra figura lendária do jogo. Em 1975, três anos depois de ter deixado de jogar, Russell foi introduzido no Hall of Fame da NBA. Nessa altura, Red Auerbach definiu-o como “a força singular mais devastadora na história do jogo”. Em 2009, o troféu de MVP das finais da NBA passou a chamar-se Bill Russell.

Tão proeminente como no court foi o seu papel na luta pelos direitos civis. Em 1963 participou na Marcha por Empregos e Liberdade e assistiu ao discurso “I Have a Dream” de Martin Luther King. Foi um dos atletas que apoiaram Muhammad Ali quando este recusou combater no Vietname.

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