Do voo privado aos 10 mil euros de cláusula: as exigências de Messi para renovar com o Barcelona

O desenlace deste processo é conhecido de todos (Messi acabou por sair do Barcelona a custo zero), mas o que levou a este desfecho ainda permanecia um mistério. Até hoje. O jornal El Mundo revelou as exorbitantes exigências que o argentino fez ao FC Barcelona para renovar o contrato em 2020.



Foram reveladas as exigências que Lionel Messi fez ao FC Barcelona, em 2020, para renovar o contrato com o clube. O jornal espanhol El Mundo acedeu aos emails trocados entre o pai, os respectivos advogados e o então presidente do emblema catalão, naquele que ficou conhecido como o caso “Barçaleaks”.

O artigo, publicado esta quarta-feira, dá conta de que Lionel Messi, antigo avançado do Barcelona, fez uma série de exigências milionárias para se manter na Catalunha, entre elas: um espaço exclusivo em Camp Nou para as famílias de Messi e de Luis Suárez (então jogador do Atlético de Madrid); um voo privado para os familiares viajarem para a Argentina no Natal; um bónus de 10 milhões de euros pela assinatura; a recuperação dos rendimentos perdidos durante a pandemia, com juros anuais de 3%; e uma cláusula de rescisão de (apenas) 10 mil euros.

As mensagens mostram que Josep Maria Bartomeu, ex-presidente do clube, chegou a aceitar todas as condições, com excepção da redução da cláusula (que era de 700 milhões de euros) e do prémio de assinatura. Os 10 milhões seriam pagos apenas se as receitas do Barcelona regressassem aos valores de 2019 (pré-pandemia), condição que Messi recusou.

Jorge Messi, pai e empresário do jogador, exigiu ainda que o contrato tivesse a duração de três anos e que fosse dada ao avançado a possibilidade de uma renovação unilateral (independentemente da vontade do clube, isto é), algo que Bartomeu não aceitou.

Na temporada de 2020/21, Lionel Messi acordou uma redução de 20% no salário, devido aos efeitos da pandemia. Acabou por impor uma recuperação de 10% em 2021/22 e do restante em 2022/23, com juros de 3% ao ano. Os entraves nas negociações acabaram por forçar a saída do argentino, que assinou a custo zero pelo Paris Saint-Germain, em 2021.

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