Procrastinar... uma nova forma de resistência

Sete coreógrafos portugueses e estrangeiros protagonizam este domingo no Jardim Botânico de Lisboa uma Maratona de Procrastinação. Ao longo de dez horas com percursos, momentos
de dança e diálogos, o improviso e o inacabado impõem-se como forma de resistência numa desaceleração face à velocidade do tempo que vivemos.



Na sociedade que acredita que “nada é impossível” - recorrendo ao filósofo Byung-Chul Han -, a conquista de tempo impôs-se como marca distintiva do século XXI. Da procura desmedida por melhorar a produtividade surgiram novos problemas como o burnout, o cansaço e a alienação, que nos tornam cativos de uma realidade vivida a grande velocidade. A antítese, neste caso, encontra-se na procrastinação, ou acto de adiar, que, inesperadamente ou não, pode ser uma forma de resistência.

Sob esta premissa, sobre a constante falta de tempo para aprofundar a reflexão nos processos criativos, a coreógrafa e investigadora Sílvia Pinto Coelho iniciou um diálogo com outros seis criadores - Lília Mestre, Mark Tompkins, Vera Mantero, Jeroen Peeters, Mariana Tengner Barros e João Bento - que, no dia 6 de Junho, vão juntar-se ao longo de dez horas, entre as 10h e as 20h, no Jardim Botânico de Lisboa, num diálogo e improviso a que decidiram chamar “Maratona de Procrastinação”.

Leia o artigo na íntegra na edição do NOVO nas bancas a 4 de Junho de 2021.

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