Ministro da Cultura assegura que respeita a tauromaquia

Posição de Pedro Adão e Silva contrasta com a da antecessora no cargo, Graça Fonseca, para quem a oposição às corridas de touros era “uma questão civilizacional”



O ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva, disse na terça-feira, durante uma apresentação da proposta do Orçamento do Estado para 2022, realizada em Portalegre, que respeita a prática da tauromaquia.

“Não sou aficionado da tourada, mas há uma coisa de que sou aficionado, que é do respeito pelas práticas culturais dos outros”, disse o governante, para quem é fundamental “que quem tem responsabilidades na política e na cultura saiba respeitar as práticas e o gostos dos outros”.

“A probabilidade de quem tem responsabilidades na política cultural começar a reproduzir o seu gosto é uma coisa fácil, tentadora, mas profundamente errada”, disse Pedro Adão e Silva.

Esta posição contrasta fortemente com as tomadas pela anterior ministra da Cultura, Graça Fonseca, que desde a entrada em funções nunca escondeu a sua opinião contrária aos espectáculos tauromáquicos. “Não é uma questão de gosto, é uma questão de civilização”, chegou a dizer publicamente, travando veleidades quanto à possibilidade de uma aplicação de IVA reduzido para as actividades desse sector, tutelado pelo Ministério da Cultura.

“Acho chocante e inaceitável esta ideia de que a política cultural e o Ministério da Cultura excluem a cultura popular, independentemente das suas dimensões”, disse Pedro Adão e Silva, referindo-se às sociedades filarmónicas e à tauromaquia. “Eu não sou aficionado, mas fui bastante à tourada até aos 15 anos, na companhia do meu avô. Entretanto ele faleceu e depois deixei de ir”, explicou o ministro.

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