Calor nos oceanos bate novos recordes pelo sexto ano consecutivo

O relatório em questão, que resume dois conjuntos de dados internacionais - do Instituto de Física Atmosférica e dos Centros Nacionais de Informação Ambiental -, analisam observações sobre o calor nos oceanos e o seu impacto desde 1950.



O calor acumulado nos oceanos bateu novos recordes em 2021, de acordo com uma investigação publicada esta segunda-feira na revista científica Advances in Atmospheric Sciences. É o sexto ano consecutivo que as temperaturas no mar atingem recordes.

O relatório em questão, que resume dois conjuntos de dados internacionais - do Instituto de Física Atmosférica e dos Centros Nacionais de Informação Ambiental -, analisam observações sobre o calor nos oceanos e o seu impacto desde 1950.

No último ano, de acordo com os cálculos dos investigadores, os primeiros 2000 metros de profundidade em todos os oceanos absorveram mais 14 zettajoules de energia sob a forma de calor do que em 2020. Valor equivalente a 145 vezes a produção mundial de electricidade em 2020.

Além de calor, disse Lijing Cheng, do Instituto de Física Atmosférica, os oceanos absorvem actualmente entre 20% e 30% das emissões de dióxido de carbono produzidas pela humanidade, levando à acidificação dos oceanos.

Kevin Trenberth, um dos autores do documento, refere que “o aquecimento dos oceanos está a aumentar incessantemente, a nível global”, sendo este “um indicador primário da mudança climática induzida pela humanidade”.

No estudo foi também avaliado o papel das diferentes variações naturais e as fases de aquecimento e arrefecimentos, conhecidas como “El Niño” e “La Niña”. As análises regionais, refere Lijing Cheng, revelam que o aquecimento dos oceanos desde a década de 1950 acontece em todo o lado, tendo as ondas de calor marinhas regionais um enorme impacto na vida marinha.

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